sábado, 26 de agosto de 2017

MEDITANDO

ESTE FILHO SOU EU
Lucas 15:11-32 –O FILHO PRÓDIGO

Quantas vezes você ouviu ou leu a parábola do filho pródigo? Quantas vezes tomou um dicionário para ver o significado da palavra pródigo? Por muito tempo eu entendi que esse adjetivo se referia a alguém que depois de passar por grande sofrimento em consequência de ter cometido um grave erro, se arrependesse e humilhado corresse para a casa do pai, todo maltrapilho e desnutrido pedindo socorro. Quando consultei o dicionário descobri que eu mesmo tenho sido um filho pródigo e que Jesus contou a parábola, não como uma história, mas como uma lição para mim e talvez para você. Essa palavra tem vários significados e nem todos são pejorativos. Pode significar “esbanjador”, “gastador”, “desperdiçador”; mas também é sinônimo de “bondoso”, “benevolente”, “benigno”, e vário outros significados positivos. Quando Jesus contou a parábola ele estava atribuindo ao personagem todos esses adjetivos, tanto os primeiros quantos os últimos. A parábola diz com clareza que o rapaz pediu a sua parte da herança ao seu pai e sui para uma terra distante onde gastou dissolutamente, (desregradamente) toda a fortuna. Alguns comentaristas interpretam essa afirmação imaginando que o moço se tornou om “mão aberta” que pagava as rodadas para todos os amigos, dava presentes e não deixava ninguém sair de perto dele sem dinheiro. Isso é muito fácil de imaginarmos, pois quando alguém mostra que está bem de bolso o que não lhe faltam são os “amigos”. Comenta-se também que ele era generoso para com as mulheres, esbanjando os bens de seu pai sem pensar nas consequências. ESTE FILHO SOU EU; Não posso negar às vezes tenho esbanjado desordenadamente os bens que meu Pai Celestial coloca em minhas mãos. Nada possuo que não pertença a Deus. Os bens que o Pai tem colocado à minha disposição Ele não o faz para o meu exclusivo deleite. Ele espera que eu seja bom mordomo da sua despensa. Se eu permanecer na minha confortável poltrona enquanto os demais irmãos estão buscando conhecer mais a Palavra de Deus na Escola Bíblica ou em uma reunião de oração ou estudo bíblico, seja para fazer companhia aos meus familiares, seja porque acho cansativo estar por três a quatro horas no templo no domingo que é chamado O Dia do Senhor. O Dia do Senhor é o domingo todo. As horas que deixo de dedicar ao Reino de Deus, principalmente no Seu Dia são bens que estou gastando desregradamente. Quando deixo de oferecer ajuda a um irmão que está passando necessidade, ou visitar um enfermo, levando-lhe uma palavra de conforto, ou consolar alguém que perdeu um ente querido, ou alimentar um pedinte que bate à minha porta só porque já lavei as louças e não estou disposto a abrir a geladeira para preparar um prato para um pobre faminto. Sempre que agimos assim estamos deixando de fazer essas coisas a Jesus, como ele mesmo diz em Mateus 25.35. (tive fome e não me fartaste...) Quando colocamos a refeição sobre a mesa, oramos agradecendo pela provisão de Deus para nós e nossa família, mas guardamos as sobras na geladeira e a negamos a quem nos pede. Se reconhecemos que a provisão veio de Deus porque não compartilhar com outros que o Pai ama? Sem falar nas vezes que deitamos ao lixo o que é sagrado! Quando oramos pedindo que Deus nos dê o Pão Nosso de Cada Dia será que temos o direito de jogar fora a sobra só porque estamos satisfeitos? Quando leio a parábola do filho pródigo, dificilmente fico em paz sem dizer a Deus:
“Este filho sou eu”!
Lutero B. Pereira

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MEDITANDO

A VERDADEIIRA FELICIDADE
“Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e lhe obedecem”. Lc. 11.28
Se sairmos às ruas com um microfone, como se fôssemos repórteres e perguntarmos a várias pessoas: EM QUE CONSISTE A VERDADEIRA FELICIDADE? Não podemos imaginar quantas respostas diferentes ouviríamos. Alguns diriam que ser feliz é estar no poder. Quantas pessoas são ávidas pelo poder e gostariam de estar no topo da autoridade, dando ordens a todos os demais. Outros responderiam que a verdadeira felicidade está no dinheiro. Acham que com uma conta bancária inesgotável ninguém pode deixar de ser inteiramente feliz. Talvez um terceiro grupo respondesse que a liberdade é o maior fator de felicidade. Poder falar e fazer tudo o que se deseja sem ter que prestar contas ou dar satisfação a quem quer que seja. O que tais pessoas pensam sobre a verdadeira felicidade nada tem a ver com a proposta daquele que pode realmente nos fazer feliz. As alegrias deste mundo são extremamente passageiras e mesmo que durem por todos os dias da nossa vida se acabarão na nossa morte. As pessoas que amam o mundo com suas concupiscências estão muito longe da verdadeira felicidade. O versículo acima diz que felizes são os que ouvem a mensagem de Deus e lhe obedecem. Mas como um ser humano carnal pode entender isso? Ouvir e obedecer a mensagem de Deus é exatamente o que o mundo desconsidera como caminho para a felicidade. Obedecer a Deus demanda humildade e não poder; simplicidade e não riqueza material. Obedecer a Deus consiste em sofrer pela causa eterna. Jesus disse no Monte das Oliveiras que felizes são os perseguidos por causa da justiça; os que choram e os pobres. Realmente não é fácil para o homem natural entender essas verdades e desejar alcançar a verdadeira felicidade servindo ao Senhor como escravo. Aí é que entra o nosso chamado para andarmos com Jesus. A nossa luz deve brilhar diante dos homens como Jesus brilha em nós, para que vendo o nosso viver na fé e na graça desejem conhecer através de nós A VERDADEIIRA FELICIDADE

Missionário Lutero B. Pereira. 

sábado, 24 de setembro de 2016

MEDITANDO


CANTAR OU LOUVAR?
Nas últimas décadas temos observado certa confusão entre essas duas palavras. Muitos têm entendido que louvar a Deus é entoar cânticos conhecidos como louvores. Quase não se usam mais os termos “Cântico, corinho, melodia, canção ou música quando se refere aos cânticos espirituais”. Quase sempre se dá o nome de louvor a esse tipo de música. Há quem ache que não é possível louvar sem estar caqntando. É muito comum ouvirmos perguntas como: “Você conhece aquele louvor...”? Ou “ontem eu ouvi alguém louvando aquela canção”... Afinal, louvor vem se transformando em sinônimo de cântico e vice versa. O louvor é essencial na vida do cristão, mas não é necessário que seja cantando. O cântico é apenas uma das inúmeras formas de se expressar louvor. Fernando Pessoa é autor de uma frase que diz: “viver não é preciso, navegar é preciso” Nós podemos dizer “cantar não é preciso, louvar é preciso”. Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo. 4.24). Não precisa ser no monte nem no templo, nem cantando nem dançando, nem batendo palmas, nem gritando. Todas essas modalidades são legítimas e aceitáveis como expressões de louvor, mas nenhuma delas é essencial. (nem mesmo cantar). Qualquer pessoa pode louvar e adorar sendo deficiente físico, mudo, não tendo como ficar em pé ou bater palmas. Adorar em espírito e em verdade dispensa todas essas formas. Deus não cobrará de ninguém o que alguém não possa fazer. Nem considera melhor o louvor de quem pode se expressar de diferentes formas. Deus vê o coração e não as formas, e coração todos possuem; até os incapacitados de se expressar de forma visível e ou audível. Os salmos nos conclamam a louvarmos com cânticos, com danças, com instrumentos e tantas formas mais, e nós gostamos disso, mas não quer dizer que para louvar sejam necessárias essas “ferramentas”. O verdadeiro louvor é apenas o que sai do coração; e só Deus o percebe, as formas são simples meios de comunicação e expressão. Podemos louvar ao Senhor durante a madrugada, numa noite de insônia enquanto alguém dorme na mesma cama conosco sem acordar. Podemos louvar ao Senhor num leito de hospital sem acordar toda a UTI. Então, louvar nem sempre é cantar e cantar nem sempre é louvar. Em Marcos 7.6 há uma referência em que Deus fala através de Isaias 29.13: Esse povo se aproxima de mim com os lábios e com a boca, mas o seu coração está longe de mim”... Em Amós (5. 24), Deus diz que não dará ouvidos aos cânticos e às liras que lhe são oferecidos por homens que oprimem o justo e elevam a Ele celebrações que não condizem com os seus comportamentos. O cântico pode ocorrer sem estar acompanhado do louvor. Também o louvor pode ser praticado independente dessas e de outras formas. Vamos valorizar a essência, escolher as formas, e louvar a Deus com os cânticos, com as nossas expressões e acima de tudo com a nossa vida e com as nossas atitudes. Vamos crescer aprendendo a distinguir o que é forma e o que é essência.


Missionário Lutero

MEDITANDO


A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS?


Esta frase é muito empregada pelos repórteres quando entrevistam pessoas nas ruas e conforme o número de apoio popular à questão em pauta ele encerra a matéria com a antiga expressão: “A VOZ DO PPOVO É A VOZ DE DEUS”. Diz a história que essa expressão tem origem em um comportamento popular entre os anos 700 e 500 Ac. Na mitologia grega havia um deus chamado Hermes que era consultado pelo povo em secreto e segundo a lenda Hermes respondia às consultas no ouvido do consulente. Ao deixar o local o que fizera a consulta saia pelas ruas atentos ao que as pessoas falavam, sendo que a primeira palavra que alguém falasse seria a confirmação da resposta de Hermes, o deus. Assim, se dizia que a voz do povo era a voz de deus. Esta é uma das explicações obtidas através da internet, no site “Sua Pesquisa.com”. Há várias outras respostas a consultas sobre a origem da frase, mas todas são mitológicas e lendárias e não vale a pena citar aqui. Nós que temos a Bíblia Sagrada como regra de fé e de prática, precisamos rejeitar seriamente essa afirmativa que para o mundo parece tão verdadeira. Primeiramente porque o nosso Deus não é Hermes e nenhum outro deus da mitologia grega. O nosso Deus não responde às nossas perguntas ou consultas em forma de cochichos confirmados por palavras aleatórias ouvidas do povo após a consulta. Como sabemos, a voz do nosso Deus é a Bíblia Sagrada, conhecida por todos como A Palavra de Deus. Podemos consultar a Deus em secreto como o próprio Jesus ensinou aos seus discípulos em Mateus 6.6 – “Quando orares entra no teu quarto e fechada a porta ora ao Pai que está nos céus, e Ele te vê em secreto e te recompensará”. A voz do nosso Deus quando responde às nossas orações não vem em forma de palavras proferidas pelo povo; vem em forma de bênção, de recompensa e podemos senti-la e ouvi-la como resultado efetivo e concreto. Em Filipenses 4.6-8 podemos ler as seguintes palavras: Não andeis ansiosos por coisa alguma. Antes, fazei conhecidas diante de Deus todas as vossas petições pela oração, pela súplica e com ação de graças. E a paz de Deus que está acima do vosso entendimento guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus, Nosso Senhor. Devemos considerar a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada como suficiente para responder todas as nossas dúvidas e indagações à verdadeira Divindade. Paulo afirma em 1Tm. 2.3 que “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a correção e para a educação na justiça.”Nós, cristãos não só devemos rejeitar certos tipos de frases populares, mas também temos o dever de rechaçar, trazendo ao infeliz que as pronuncia o ensino verdadeiro de que precisam. Pode ser uma oportunidade preciosa abrirmos um diálogo saudável conduzindo pessoas ao ensino bíblico, que é a nossa vocação.

Missionário Lutero B. Pereira


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MEDITANDO


VAMOS PESCAR?

“Vinde a mim e eu vos farei pescadores de homens” Lc. 5.10
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. At. 2.41
Inicio esta meditação fazendo uma pergunta ao caro leitor: Você gosta de pescar ou já praticou alguma vez o esporte da pescaria? Algumas pessoas acostumadas a pescar em rios e nunca foram a um pesqueiro esportivo pensam que os peixes desses pesqueiros estão ali à nossa disposição e podemos até escolher qual desejamos fisgar. Se você é um desses, eu posso garantir-lhe que está redondamente enganado. Os peixes dos pesqueiros também têm os comportamentos dos outros e nem sempre se consegue um bom dia de pescaria esportiva. Tanto nos rios como nos pesqueiros ha “o dia do pescador e o dia do peixe”. Quantas vezes já passamos o dia todo à beira de um luxuoso pesqueiro e voltamos desapontados para casa. Jesus, certa manhã estava ensinando à beira do Mar da Galiléia quando chega uma equipe de pescadores profissionais que após trabalharem por toda a noite sem conseguir capturar nem um só peixe, lavavam as redes para irem embora. Achavam-se decepcionados e tristes, pois não estavam ali para brincar. Afinal, tratava-se de três profissionais da pesca (Pedro, Tiago e João) que mantinham uma pequena empresa pesqueira e iriam chegar à cidade sem levar sequer a mistura para o almoço. Pior do que isso, o mercado, a feira e as peixarias os aguardavam com a mercadoria que lhes geraria o lucro do dia. Aconteceu que quando Jesus apareceu a eles uma reviravolta mudou completamente o rumo de suas vidas. Em primeiro lugar Jesus mostrou a eles que não eram tão exímios pescadores quanto pensavam, pois não sabiam onde estavam os peixes. O Senhor mandou que manobrassem o barco em certa direção e lançassem a rede naquele determinado local. Eles obedeceram e tiveram uma surpresa maravilhosa. Em um só lançamento de rede apanharam tantos peixes que o barco quase afundou. Dividiram a carga com um segundo barco e ambos ficaram praticamente cheios. Quando Jesus aparece na nossa vida sempre há mudanças surpreendentes. A alegria volta, o alimento é suprido, os valores mudam. Agora Jesus chama aqueles homens para uma nova modalidade de pesca. Transformou-os em pescadores de homens. Mt. 4.19. Ao invés de peixes VIVOS que estavam no seu habitat natural, dentro do projeto de Deus, povoando o oceano e equilibrando a natureza, agora o objeto da pescaria são homens MORTOS em seus delitos e pecados, (Ef. 2.1), vivendo fora do projeto de Deus, que passariam da morte para a vida eterna. (Jo. 5.24). Da mesma forma Jesus está nos chamando para fazer de nós pescadores de homens. O texto mencionado, em algumas versões tem como título A PESCA MARAVILHOSA. A meu ver, a verdadeira pesca maravilhosa aconteceu em seguida, quando Pedro lançou sua nova rede (o evangelho) e levou a Jesus quase três mil almas que deram início à Santa Igreja. A continuidade daquela PESCA MARAVILHOSA que inaugurou a Igreja em Jerusalém está a n osso cargo. Nós somos os atuais discípulos chamados para continuar a obra do crescimento da Igreja. Todos nós devemos estar ouvindo a voz de Jesus nos chamando: “VINDE A MIM E EU VOS FAREI PESCADORES DE HONENS”. Como o Senhor mostrou a Pedro onde deveriam jogar a rede, ele promete estar conosco todos os dias, (Mt.28.20). O resultado dessa ‘’pescaria” é tarefa do Senhor, mas a disposição e a obediência para realizá-la cabem a cada um de nós. VAMOS PESCAR?

Missionário Lutero B. Pereira

MEDITANDO


FÉ NA FÉ.
“Disse-lhes Jesus: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível. Mt. 17.20

Uma das menores palavras encontradas na Bíblia é o nome de uma das maiores doutrinas do cristianismo: “FÉ”. Tão grande quanto essa doutrina é a confusão de muitas pessoas com relação a essa palavra. Grande maioria dessas pessoas acreditam na fé em si mesma. “FÉ NA FÉ”. Dizem: Eu tenho muita fé, mas não definem em quem crêem; apenas têm fé. Outras a têm em coisas, pessoas e até divindades sem nenhum poder, como orixás, benzedores, amuletos... Todas as pessoas que levam oferendas a Iemanjá na passagem do ano, ou colocam sementes de romã na carteira para não faltar dinheiro durante o ano, o fazem com fé. Mas onde chegam com esse tipo de fé?
A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb.11.6). Para nós, cristãos a Palavra de Deus é a única regra confiável de fé e de prática. A bíblia é a fonte da verdadeira fé, pois a fé nos vem pelo conhecimento da Palavra.
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus”. Romanos10:17.
Esta é a fé que remove montanhas e árvores e quaisquer outros obstáculos. (Mt. 17.20). Outro aspecto da verdadeira fé é que ela não serve somente para pedirmos poder, força e bênçãos a Deus. Precisamos também aprender a servir a Deus com a nossa fé e não somente usufruirmos de suas benesses. Abraão, pela fé, respondeu ao chamado de Deus, deixando sua família e suas terras em obediência a Deus, sem saber para onde iria. Deus lhe disse: Sai... e ele saiu;
Deus lhe ordenou: Sacrifique-me o teu único filho Isaque e ele não questionou. “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. “Hb. 11.17”. A todo o momento vemos pessoas fazendo seus pedidos a Deus pela fé, como o próprio Senhor Jesus nos ensina: "Tudo quanto pedirdes com fé recebereis" (Mt.21.22). Mas a fé não tem somente essa utilidade; ela pode e deve também ser colocada a serviço do Reino. Vamos refletir em algumas questões:
• Você colocaria à disposição de uma multidão de milhares de pessoas o seu lanche, como fez aquele menino na multiplicação dos pães? "Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?". Jo. 6:9".
• Quanto tempo dedicamos diariamente a Deus no nosso dia-dia para dizer-lhe: Usa-me, Senhor? Ou como Is. 6.8 "Eis-me aqui Senhor; Envia-me a mim"?
• Mesmo no dia do Senhor, (o domingo), às vezes não nos acomodamos em casa ou em outras atividades em detrimento dos principais objetivos desse dia?
As opções de lazer hoje disponíveis nos atraem de forma muito forte e nem sempre nos desprendemos delas para nos dedicarmos ao serviço de Deus. Está se diminuindo o tempo da comunhão dentro e fora do âmbito da igreja. Mais do que isso, estamos selecionando as nossas programações “prediletas” dentro da própria agenda de igreja.
Diz certo pastor que o departamento que cresce na igreja é o departamento que a igreja ama. Se a mocidade ama o seu departamento a igreja tem uma mocidade vibrante.
Se os adultos amam as programações de seus departamentos eles crescem. Se os crentes amam a Escola Dominical, que é onde aprendem como viver o evangelho, a Escola Dominical cresce e a igreja cresce junto com ela...
Assim, na opinião daquele pastor a igreja cresce à medida que é amada em todas as suas dimensões. Em que nós temos fé? O que temos recebido de Deus pela fé? Como temos servido a Deus com a nossa fé? Temos exercitado a nossa fé colocando-a sempre a serviço de Deus em adoração e amando a Sua Igreja? Deus nos abençoe!

Missionário. Lutero

domingo, 6 de outubro de 2013

MEDITANDO

EU NÃO POSSO PRODUZIR FRUTOS


Jesus caminhava de Betânia para Jerusalém acompanhado por seus discípulos quando a certa altura da caminhada teve fome e avistou uma figueira à beira da estrada. A árvore estava viçosa e atraente, porém o Senhor não encontrou nela nem sequer um único fruto. A sentença de morte foi imediata. Jesus dirigiu duras palavras àquela árvore, dizendo: Nunca mais nasça fruto de ti!
A figueira secou-se imediatamente Mt. 21.19.
Marcos 11.13 narra esse mesmo fato e complementa com uma informação ainda mais assustadora; “Não era tempo de figos.”
Por que Jesus foi tão severo para com a inocente árvore se não era tempo de figos? Deus vê cada um de nós como uma árvore. Ele quer encontrar eu e você sempre carregados de frutos, independentemente do tempo ou das estações. Acontece que nós, como aquela figueira, não podemos produzir frutos de nós mesmos e o Senhor não aceita explicações nem desculpas. Jesus não levou em conta o fato de a figueira estar carregada de folhas, por mais viçosas e verdinhas que estivessem, apenas enfeitando a paisagem. Ele queria frutos. Às vezes nós apresentamos boa aparência, recebemos elogios pela nossa roupa bonita, pela nossa simpatia e pelo nosso visual. Nada disso terá valor se não estivermos carregados de frutos. Mas o que fazer se não somos capazes de produzir frutos por nós mesmos? Eu já ouvi irmãos orando pedindo a Deus assim: “Ó Senhor, ajuda-me a produzir os frutos do Espirito Santo”! É uma oração muito bem intencionada, mas impossível de se tornar realidade. Ninguém pode produzir os frutos do Espírito Santo, senão somente o Espírito Santo; como uma laranjeira nunca produzirá maçã ou manga. Então que frutos Deus quer encontrar em nós? Ele quer encontrar em nós exatamente o fruto do Espirito. Ele quer encontrar em nós o amor, a alegria, a paz, a benignidade, a longanimidade, a fidelidade, a bondade, a mansidão e o domínio próprio. Ou, não sabemos que o Espirito Santo habita em nós? Aí encontramos a resposta. O que Deus quer de nós é que sejamos sensíveis à ação do Espirito em nós. É que nunca nos esqueçamos de que somos a sua morada. Nunca apaguemos o Espírito que está em nós. Estejamos sempre vigilantes para nunca darmos lugar ao inimigo. Em outro momento Jesus nos compara a um ramo da videira. Ele dita uma sentença igualmente terrível ao ramo que não der fruto, mesmo estando ligado à videira. Você e eu não podemos dar frutos sem estarmos cheios do Espírito Santo. Jesus está passando constantemente diante de nós esperando nos achar carregados do fruto do Espírito. Ele não está perguntando se é tempo deste ou daquele fruto e não aceitará desculpas. Deixemos fruir através de nós o amor, a bondade, a fidelidade e tudo quanto o Santo Espírito quiser produzir através de nós. Para a glória do Senhor.


Missionário Lutero

MEDITANDO

ONDE ESTÁ O TEU DEUS?




Elevo os olhos para os montes... Os antigos judeus acreditavam que os deuses, como Baal, Moloque e outros, moravam no alto das montanhas. Então, quando queriam invoca-los olhavam para cima, para os mais elevados picos, crendo que seriam atendidos nas suas necessidades. No Salmo 121 Davi faz uma pergunta (poética) cuja resposta ele mesmo dá em seguida. É uma pergunta de quem tem convicção, e não de quem quer uma resposta. O homem segundo o coração de Deus sabia que nenhum milagre ou livramento poderia vir, senão do Deus que Fez os montes. Ele jamais procuraria socorro em um deus tão distante, pois o seu Deus estava no seu coração. Possivelmente Ele estivesse vivendo um momento de grande angustia, o que era comum na sua vida, dado às tantas perseguições que constantemente sofria pelo grande número de inimigos que possuía, nem por isso deixando de ser o melhor de todos os reis de Israel. Davi não temia mal algum, mesmo que tivesse que atravessar o vale da sombra da morte, pois tinha plena convicção da presença do Senhor como se fosse a sua própria sombra à sua direita ou como um guarda que nunca dormisse, nem sequer cochilasse, protegendo-o tanto na entrada como na saída. O Deus em que Davi cria era diferente de Baal, que lá no monte Carmelo foi zombado por Elias quando dizia: “O deus de vocês deve estar dormindo ou viajando”... O nosso Deus não dorme e está sempre presente. Davi emprega, também, uma figura baseada nos caminhos cheios de buracos e pedras dos montes de Sião em volta de Jerusalém, os quais ele frequentemente percorria, dizendo: Ele não permitirá que os meus pés vacilem. Com toda essa convicção e certeza da constante proteção do Senhor ele escolhe crer que o verdadeiro socorro só pode vir do Deus que fez os montes e nunca de um deus que apenas habita neles. “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu, a terra, o mar e também os montes”. Quando os falsos deuses apareceram na história os montes já existiam.  Já haviam sido feitos pelo Deus de Davi, de Abraão, de Isaque, de Jacó e nosso.

Missionário Lutero

MEDITANDO

DEUS NÃO É FIEL A MIM!


Quando pensamos em fidelidade logo nos vem à mente alguém que cumpre os seus deveres, em quem podemos confiar ou que é digno de fé. Negar a fidelidade de Deus seria uma blasfêmia imperdoável. Mas como pensar na fidelidade de Deus a mim, se Ele não tem nenhum dever para comigo? A fidelidade de Deus é um de seus infinitos atributos. Deus é fiel, é justo, é misericordioso é amor... Nunca poderíamos terminar a lista das qualidades ou atributos de Deus. É muito comum ouvirmos testemunhos dizendo que Deus foi fiel. É claro que devemos testemunhar os atributos de Deus, especialmente quando eles nos favorecem e nos abençoam. Há até um hino muito conhecido que celebra com muita propriedade a fidelidade de Deus. “Tu és fiel, Senhor; fiel a mim”. A palavra de Deus está repleta de afirmações sobre a fidelidade de Deus. Em 1 Jo. 1.9 vemos que “se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Em lamentações 3. 22 e 23 o profeta fala sobre a justiça, a misericórdia e a fidelidade de Divina, dizendo que a única razão de não sermos consumidos por Deus é a Sua misericórdia e a Sua fidelidade. Pela justiça de Deus nós merecemos ser consumidos, pela sua misericórdia que não tem fim e se renova todas as manhãs somos poupados; o atributo divino que nos dá esse livramento permanente, além da misericórdia é a Sua fidelidade, mas na segunda carta escrita por Paulo a Timóteo, capitulo 2, verso 13, o apóstolo afirma que Deus é fiel a Si mesmo (e não ao homem). “Se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma poderá negar-se a si mesmo”. Nós somos parte de Cristo. Quando desistimos da luta ou somos desestimulados a prosseguir Ele nos sustenta por que fazemos parte dele. Nenhuma de suas partes pode ser derrotada. Há uma tendência em se invocar a fidelidade de Deus esperando que Ele se obrigue a cuidar de nós. Basta levantarmos uma bandeira com as palavras “DEUS É FIEL” e todos os nossos desejos serão consumados. Deus é fiel a Si mesmo, e a Sua fidelidade alcança, por misericórdia todos quantos fazem parte dele, do seu corpo, do seu exercito, aqueles que buscam de todas as formas serem fiéis a Ele nas mínimas coisas. Na parábola dos talentos Jesus repete aos seus servos fiéis: (Mt. 25.21 “Muito bem, servo bom e fiel. Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei”. Em Deuteronômio 7.9 lemos: “Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos. Nós não somos justos a ponto de podermos reivindicar ou merecer a fidelidade de Deus, mas somos justificados por Jesus, pela graça. “justificados, pois mediante a fé, temos paz com Deus por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo”. E em Rm.5.1. “...Pela graça sois salvos... isto não vem de vós, é dom de Deus. Por isso posso afirmar com segurança: DEUS É FIEL a si e por não poder negar-se a si mesmo a sua fidelidade me alcança.

Missionário Lutero

MEDITANDO

APRENDENDO COM AS PORTAS

Se fossemos escrever sobre todas as portas citadas na bíblia, talvez tivéssemos que escrever um livro, pois essa palavra aparece por cerca de 360 vezes no Livro Sagrado e com muitos significados diferentes. Na maioria das vezes essas citações estão no sentido literal, falando sobre entrada, saída, segurança, acesso, seleção, etc. Seleção? Sim, em Jerusalém havia 12 portas, e cada uma era utilizada para usuários diferentes. Porta das ovelhas, porta dos cavalos, etc. (Neemias 3.28,29). Na Igreja de Filadélfia (Ap. 3.8) Jesus afirma: “Eis que tenho colocado diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar”. Já, na de Laodicéia, no mesmo capitulo, verso 20 Jesus afirma estar batendo numa porta fechada colocada pela Igreja, da qual ele está do lado de fora à disposição daqueles que O ouvirem e abrirem a porta. Em Jo. 10:9 O próprio Senhor Jesus se apresenta como sendo ele mesmo a porta que dá acesso à salvação. Ele diz assim: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará e sairá e achará pastagem”. Jesus está dizendo claramente que Ele é a porta e não uma porta. Isso quer dizer que Ele é a única passagem para a vida eterna. Outra metáfora de Jesus usando e palavra porta é aquela de Mt. 7.13-14 em que ele diz: Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. 
Ele está ensinando que a porta e o caminho para a perdição são mais fáceis e atrativos para a nossa natureza carnal. Ser cristão nesse modelo fácil e cheio de benesses e promessas que muitos ensinam hoje em dia está longe de ser o modelo da verdadeira vida cristã. A atual forma de evangelho por muitos anunciada nos nossos dias se parece mais com a porta larga e de fácil acesso. Líderes que movimentam grandes multidões oferecendo milagres e riquezas materiais, sonegando o verdadeiro ensino de Jesus que enfatiza ser estreita a porta e apertado o caminho da vida eterna. O verdadeiro caminho para a vida é apertado e pode-se ter que pagar alto preço até se chegar ao destino por ele prometido. Muitos verdadeiros cristãos foram martirizados até a morte por serem perseverantes no caminho apertado cuja porta é estreita. Quando os discípulos perguntaram a Jesus qual seria o caminho para a vida eterna ele indicou-se a si mesmo como o único caminho e a única porta. Ele avisou que os seus seguidores iriam ser perseguidos como ele mesmo o foi. Quem conhece a história da vida, paixão e morte do Senhor não pode pensar em um caminho e uma porta que não sejam estreitos e difíceis. Não sejamos iludidos por qualquer outra pregação. Podemos ver carros nas ruas com faixas como: “Este carro é fruto da minha fidelidade nos dízimos”. Mas Jesus afirmou que os pardais e as raposas tinham mais conforto do que Ele, quando disse: 
“As raposas têm seus covis, e os pardais têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. 
Devemos viver o verdadeiro evangelho e ensina-lo a tantos quantos pudermos, sem apresentar uma porta larga e fácil para atrair pessoas, encher os templos, mas oferecer-lhes a nossa mão ajudando-as a andar no verdadeiro caminho, entrando pela porta que é estreita, mas que representa, na linguagem de Jesus, o verdadeiro caminho para ONDE QUEREMOS CHEGAR.

MISSIONÁRIO LUTERO

MEDITANDO

AONDE VOCÊ QUER CHEGAR?

No evangelho de João capítulo catorze, versículo seis Jesus diz: “Na casa do meu Pai há muitas moradas; vou preparar-vos lugar... e voltarei para vos buscar para que onde eu estiver estejais vós também”. Jesus disse essas palavras aos seus discípulos, portanto o lugar que ele foi preparar está reservado para eles. Não somente aqueles doze, mas todos os que viessem a crer nele e se tornassem seus discípulos. Há muitas doutrinas sobre a vida futura. Muitas pessoas acham que todos, quando morrem, vão para o céu e se referem aos mortos como se todos estivessem na glória eterna intercedendo pelos que ficaram. Há também quem pregue que o paraíso eterno será na terra, pois no Apocalipse 21.1 está escrito que haverá novo céu e nova terra. Existem ainda os que não se preocupam com esse assunto e vivem indiferentes para com Deus e para com qualquer tipo de fé. Precisamos pensar seriamente a respeito da eternidade, pois a nossa vida terrena é passageira. Nos tempos de Noé a humanidade foi avisada por cem anos a respeito do dilúvio que iria destruir toda a vida sobre a terra. Todos zombavam de Noé, casavam-se e davam-se em casamento ignorando a pregação e foram apanhados de surpresa. Quando já não era mais possível tentaram entrar na arca, que já estava trancada por fora. Nada mais podia ser feito e todos, com exceção de Noé, sua esposa, filhos noras, que eram tementes a Deus. Toda a vida sobre a terra foi extinta por causa do pecado que o povo não reconhecia. Hoje o nosso “Noé” é Jesus. Ele está avisando que o fim chegará quando ninguém pode prever. O evangelho está sendo pregado. A maioria das pessoas não está interessada. Pensando em uma “boa” vida terrena chegam a negociar a própria alma com o diabo. Muitos estão se deixando levar pelas artimanhas de homens astutos e correndo atrás de bens terrenos, como o agricultor (Lc. 12.25), que fez uma farta colheita e achando que não precisava de mais nada, desse a si mesmo: “Vive, regala-te, pois agora tens para sempre”; quando ouviu a voz de Deus dizendo: “LOUCO, HOJE À NOITE TE PEDIRÃO A TUA ALMA; E O QUE TENS PREPARADO PARA QUEM SERÁ”? Em outras palavras, AONDE VOCÊ QUER CHEGAR com todos esses bens materiais?
Em Mc 10.21 Jesus diz ao moço rico: “Vai, vende todos os teus bens e divide entre os pobres e terás um tesouro no céu”...
Ele saiu triste porque o seu apego ao dinheiro era maior do que a sua preocupação com a eternidade. Em Jo. 5.26-27 Jesus diz à multidão: “Vocês me seguem interessados em comer pão; Deveriam trabalhar pela comida que perece e buscar em mim o pão que permanece eternamente”. Todos, menos os verdadeiros discípulos, o abandonaram, pois não estavam preocupados com a eternidade. Mesmo nas nossas igrejas há muitos que frequentam, cantam, oram pensando que assim estão caminhando para o céu, mas na verdade, infelizmente ainda não entenderam que para chegarmos à casa que Jesus foi nos preparar, isso não é suficiente. Ser membro fervoroso e dedicado na Igreja não garante a vida eterna. Para chegarmos lá temos que fazer parte do corpo de Cristo. Temos que morrer com Ele e renascer com Ele, pois Ele está e estará na glória eternamente no lugar que Ele foi preparar para os seus verdadeiros discipulos dispostos a pagar o preço da passagem.


Missionário Lutero

MEDITANDO

CHEGOU MAL E SAIU PIOR


Vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, depois vem e segue-me e terás um tesouro no céu. Mt. 19.16-21


O jovem rico de Mateus 19.16 sabia que Jesus podia resolver a sua questão com relação à vida eterna; Demonstrou preocupação com a salvação e foi logo falar com a pessoa certa. O que ele não sabia era que o Senhor, sendo o próprio Deus, conhecia o seu coração impregnado de amor pelos bens materiais. Era dono de uma soma de dinheiro que todos nós desejaríamos possuir. Não havia, nem há pecado em ser rico; o problema é amar o dinheiro e coloca-lo acima de tudo. Esse era o pecado daquele moço. Diz a Palavra de Deus em 1Tm. 6.10 diz que “o amor ao dinheiro é o princípio de todos os males”. O maior mal que pode nos atingir é a perda da vida eterna. Aquele moço que tinha uma vida terrena abastada e confortável, aparentemente resolvida, agora queria cuidar da eternidade. Vendo passar Jesus não perdeu tempo; foi diretamente ao assunto. Jesus conhece o nosso coração e sabe quando o procuramos com interesses próprios. Todos nós queremos ir para o céu, mas não são esses que Jesus procura. O Senhor nos chama para servi-lo como discípulos. O tesouro que está reservado no céu é para os que desejam servi-lo na terra, obedecendo-o e cumprindo a Sua vontade. Se o moço rico concordasse em mudar o foco da sua vida mostrando obediência a Jesus e desapego ao dinheiro ele não teria saído triste da presença do Mestre. É muito fácil encontrarmos pessoas que querem passar a eternidade na glória do Senhor, mas para isso é necessário desapegar- se das coisas terrenas. “ Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo... Tudo o que há no mundo; a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não procedem de Deus, mas do mundo.”  1Jo.2.16). Quando nos aproximamos de Jesus devemos estar dispostos a servi-lo, sem segundos interesses, mesmo que esses interesses sejam a salvação. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Mc. 8.34. E em Mt. 6.33 O nosso salvador nos manda buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e garante que as coisas materiais de que necessitamos nos serão acrescentadas. Vamos servir a Jesus por amor, sem negociar a salvação em troca. Vamos servi-lo com os nossos bens e com o nosso tempo, pois o tesouro de que mais precisamos está reservado para nós no céu. Alguém afirma que se os crentes descobrissem, por alguma razão, que o inferno não existe a Igreja se reduziria a quase nada, pois ha muitas pessoas a buscam por medo do inferno e não por amor a Jesus. Esse tipo de fé não passa de uma apólice contra o fogo eterno. Você pode estar mal, não saber o que fazer para ter a vida eterna, mas pode se aproximar de Jesus nessa situação e ficar melhor do que chegou.
                                 Missionário Lutero

MEDITANDO


VOCÊ PODE VIVER SEM JESUS!


Dizer que ninguém pode viver sem Jesus é forçar a verdade. Mais da metade da população do planeta vive sem Ele. Da mesma, forma associar a longevidade à vida com Jesus é insustentável. Conhecemos pessoas com mais de cem anos de vida saudável, sendo devotas a várias divindades, até mesmo parentes carnais de Jesus, como irmãos, primos e até sua própria mãe, tendo-a por mediadora, redentora e intercessora, o que já caracteriza uma vida sem Jesus, pois Jesus é exclusivo e suficiente; foi o único que deu o seu sangue em resgate de todo aquele que nele crê.
Também o fato de alguém ser ateu ou idólatra não significa que terá vida curta. Para afirmar uma vida com Jesus, é necessário que Ele seja o Senhor, o intercessor e o salvador exclusivo, conforme afirma a Bíblia em (Jo. 14.6) “Ninguém vem ao Pai senão por mim”... “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (ITm. 2.5).
Crer que Jesus é o filho de Deus não é suficiente para se afirmar uma vida com Jesus. “Até os demônios creem que há um só Deus e estremecem”... (Tg. 2.19). Em Mc. 5.7. Jesus se aproxima de um endemoninhado quando o diabo lhe pergunta: “Que tenho eu contigo, Jesus, filho do Deus Altíssimo”?          

          Podemos afirmar com segurança que toda pregação que exclui Jesus, ou o inclui em dogmas carregados de outras divindades que não fazem parte da Santíssima Trindade não passam de enganos e heresias que conduzem à morte. Como conclusão, podemos repetir e completar a frase:
VOCÊ PODE VIVER SEM JESUS; TERRÍVEL SERÁ MORRER SEM ELE!

Missionário Lutero

sábado, 22 de junho de 2013

MEDITANDO





JUNHO

UM MÊS DIFERENTE.

Junho é um mês diferente de todos. É o mês mais frio porque nele começa o inverno. Outra particularidade desse mês é ser praticamente o final da primeira metade do ano. Também durante o mesmo mês o folclore brasileiro festeja verdadeiros santos que pela divina inspiração escreveram boa parte do Novo Testamento:

SÃO JOÃO

Escreveu o quarto evangelho, tendo como destinatária a própria Igreja. Inicia falando como foi o principio de todas as coisas, quando Jesus é citado como o verbo de Deus, enfatizando que na criação Jesus estava presente e nada foi feito sem ele. No capítulo dezessete o evangelista São João registra a oração sacerdotal de Jesus em favor de todos os seus discípulos.
São João continua até o final do seu livro testemunhando o ministério de Jesus, inclusive o seu julgamento injusto, sua condenação, sua morte e a vitoriosa ressurreição ao terceiro dia.

SÃO PEDRO

Humilde pescador, rude e sem cultura. Durante o ministério de Jesus, no chamado “O Colégio Apostólico”, Esse homem foi um dos que viveram mais próximos do Mestre, dada a sua dificuldade em entender a Sã Doutrina. Com o Seu temperamento sanguíneo muitas vezes era muito rápido no agir e no falar, tendo que ser exortado pelo Senhor por várias vezes até ser transformado em exímio pescador de homens, que na sua primeira pescaria nessa nova modalidade trouxe aos pés do Senhor quase três mil almas que deram origem à Igreja instituída e edificada por aquele que o chamara. De um rude pescador a um abençoado apóstolo, missionário e pastor que amava ao Senhor a ponto de ser convocado a apascentar as suas ovelhas.

SÃO JUDAS

Possivelmente era irmão carnal de Jesus. Escreveu a última epístola do Novo Testamento. Numa linguagem dura e severa dirigindo a certos indivíduos que estavam infiltrando na comunidade com ações e ensinamentos contrários à Sã Doutrina, causando confusão no seio da Igreja. São Judas termina a sua carta exortando a Igreja a tomar cuidado com esse tipo de pessoas que causam divisões sensuais na Igreja e a apegar-se ao amor e à legítima fé e ao cultivo da genuína doutrina cristã.

Pensando nesses santos por este ponto de vista as festas juninas com certeza teriam grandes valores para nós, verdadeiros cristãos. O problema é que tais festas não enfatizam as virtudes destes homens de Deus, pelo contrário, são festas profanas maquiadas com nomes de santos que nenhuma participação têm em tais celebrações regadas a bebidas fortes e jogatinas arrecadando dinheiro que ninguém sabe para onde vai. São festas cheias de rituais de origens pagãs totalmente impróprias para nós e para  nossos filhos. As iguarias servidas nas festas juninas são realmente atrativas e até benvindas às nossas mesas. Nessas festas há muitos atrativos em forma de doces, amendoins e outras guloseimas que não fazem mal a ninguém, mas podemos consumi-las a qualquer momento fora de festas pagãs. Essas festas são caminhos de morte, conforme Provérbios 14:12 (Há caminhos que ao homem parecem direitos, mas no fim deles são caminhos da morte. 

Não devemos ser ingênuos como um peixe que caminha para a morte, enganado pela atração de uma guloseima de boa aparência.

Missionário Lutero

MEDITANDO

COMO FAZEM OS HIPÓCRITAS 

Mateus 6.5-13

Conversando a respeito de oração com uma irmã que é pastora, ela me disse que no ministério em que está servindo a Deus atualmente não se adota a oração dominical porque Jesus disse que quando oramos não devemos usar de vãs repetições e a oração do Pai Nosso é mera repetição. Fiquei arrepiado ao ouvir tais afirmações, mas não quis polemizar com ela, por não ser meu costume e por respeito ao fato de se tratar de uma grande serva de Deus; uma mulher consagrada e muito dedicada ao ministério da oração. Depois fui analisar cuidadosamente o texto como faziam os bereanos. O que Jesus está dizendo é muito claro, basta ler atentamente. Jesus está dizendo que quando orarmos não devemos fazer como os hipócritas que pensam que por muito falar serão ouvidos. Veja bem: “os hipócritas que pensam que por muito falar serão ouvidos”. Jesus nem está se referindo a todos os hipócritas, e nem aos que oram o "Pai Nosso", mas aos hipócritas que pensam que por muito falar serão ouvidos. Nos versículos anteriores (MESMO TEXTO) ele fala como se deve dar esmolas e jejuar, “não fazendo como os gentios que ao fazerem isso tocam trombetas para anunciar a sua boa ação ou ficam com o semblante descaído para que os homens notem sua piedade e consagração”. Outra vez Jesus está se referindo a certo grupo de homens que queriam ser notados pelos homens, e não que não se deve dar esmolas ou jejuar. No verso 9 Jesus diz: Vós orareis assim”... Não é possível Jesus ordenar aos discípulos a orarem assim e entrar em contradição dizendo para não adotarem essa mesma oração para não se parecerem com os hipócritas que oram para serem vistos pelos homens. Jesus ainda afirma: “Em verdade vos digo que ao fazerem isso eles já receberam a recompensa”. Pergunto: Que recompensa eles receberam? Também está muito claro. Eles já foram vistos pelos homens e era isso o que queriam; já foram ouvidos e vistos orando e dando esmolas publicamente; Já foram elogiados como homens consagrados e piedosos. Esse era o objetivo deles. 

A oração deles não alcançava os ouvidos de Deus, conforme 1Jo 5.14 >"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve".

Eles só queriam ser vistos pelos homens e essa era a recompensa deles. Eu fiquei imaginando: Considerar vãs as palavras de Jesus? Então o que fazer na hora dos cânticos de louvor. Será que só devemos cantar canções inéditas sem nunca repetir uma? Ou os cânticos de louvor não são considerados orações? Senti o desejo de escrever essa reflexão porque hoje, ouvindo um lindo cântico na TV, e a congregação estava entoando uma canção que diz: “Quero levantar as minhas mãos...”; o dirigente do louvor foi ficando empolgado e pedia para repetir essa frase várias vezes, talvez umas 15 ou 20 vezes a mesma frase numa só canção. Como é que fica a questão das repetições, se quando oramos a oração de Jesus de vez em quando no culto é vã repetição, mas repetimos uma frase que nem veio da boca de Jesus, num cântico de louvor por tantas vezes? Vamos nos empolgar, sim, e repetir as canções inteiras ou as frases que o nosso coração pedir, “sem medo de ser felizes”; mas tenhamos cuidado com o que Jesus realmente disse. A palavra chave da recomendação do Senhor é "vãs" e não "repetições".
Vamos dar esmolas, vamos jejuar e  orar como Jesus ensinou e ordenou: "Não façais como os hipócritas, usando de vãs repetições, pensando que por muito falar serão ouvidos, mas vós orareis assim..."
 Missionário Lutero



sábado, 8 de junho de 2013

MEDITANDO

Falando de amor


Nada é mais agradável do que falar de amor. Na bíblia essa palavra se repete por mais de três mil vezes. Existem três coisas importantes citadas pela Palavra de Deus: A fé, a esperança e o amor, porém a maior delas é o amor. O amor nunca se acaba, tudo suporta e tudo supera.

Deus amou tanto ao mundo que deu o seu único filho para morrer de amor por nós. O apostolo João diz que Deus é amor. Jesus disse que devemos amor até aos nossos inimigos. Paulo exorta os maridos a amarem as suas esposas com o mesmo amor com que Cristo ama a Igreja, a ponto de dar a própria vida por ela. Está infinitamente afastada do nosso entendimento a ideia de alguém matar por amor, pois o amor só pode suscitar vida e felicidade. O amor é um reflexo de Deus em nós e não uma flor que nasce espontaneamente no nosso coração. Deus nos manda amar o próximo, os pais, os filhos, a esposa, o marido e acima de todo a Ele mesmo. O momento em que se celebra o dia dos namorados é uma excelente oportunidade para nos colocarmos diante de Deus pedindo a Sua direção sobre cada relacionamento. Especialmente sobre aquela pessoa que Ele tem colocado ao lado de cada um dos seus servos e servas como resposta às suas orações com o santo objetivo de se unirem pelo amor por toda a vida. Quando Deus formou o primeiro casal o primeiro mandamento foi para o amor. Vamos aproveitar a frase dos comerciantes que dizem: “Casados, eternos namorados.” Essa frase foi criada com interesses comerciais, mas nós podemos adaptá-la à nossa realidade aproveitando o ensejo para celebrar o verdadeiro amor entre nós, os casais cristãos. Vamos celebrar o amor que tem nos unido louvando ao Senhor pelas bênçãos do nosso lar, dos nossos filhos e dos nossos pais. Vamos louvar ao nosso Deus por nos conceder um lar, uma família, pelos que permanecem conosco e também por aqueles que o Senhor já recolheu em seus braços e nos alegraram enquanto estiveram em nosso meio contribuindo na construção da nossa história; pelos seus bons exemplos e pelos seus legados. Vamos falar de amor! Vamos celebrar o amor! Vamos viver pelo amor!

 
Missionário Lutero


quarta-feira, 8 de maio de 2013

MEDITANDO






A FAMÍLIA



Depois de formar o homem com o pó da terra e soprar-lhe nas narinas o fôlego de vida, apesar de Deus ver que tudo estava muito bom ele observou uma coisa que poderia melhorar; Ele disse: Não é bom que o homem esteja só; vou fazer para ele uma companheira. Tomou uma pequena parte do corpo do homem, uma de suas costelas, e dela fez a mulher. O que estava bom ficou melhor; o homem já não estava só, ele tinha uma companheira, formavam um casal, nascia o primeiro lar, a primeira família. Deus queria que a terra fosse cheia de pessoas, então começaram a vir os filhos e a família desde aquele tempo é reconhecida como um homem, uma mulher e um ou mais filhos. Podemos afirmar com toda segurança, então, que esse modelo de família foi projetado por Deus e é assim que o Criador reconhece uma família. Essa instituição divina, a família, tem por característica o amor a harmonia entre os membros que a compõem. O homem, criativo que é, criou formas de homenagear os entes queridos pelo menos uma vez por ano. Assim temos o dia dos pais, das mães, da criança e até o dia da sogra, que se comemora em 28 de abril. Hoje estamos comemorando o dia das mães. Mês de maio, um dos meses mais belos do ano, quando também se celebra grande parte dos casamentos. Nesse mês também começa o inverno, estação fria em que todos procuram se aproximar promovendo encontros fartos de bebidas quentes, canjicadas, feijoadas, a final é um mês festivo. Nesse dia queremos prestar uma homenagem às nossas mães de forma calorosa e muito merecida. Dizer que as amamos e reconhecemos todas as suas virtudes. Tributamos a elas todo o nosso respeito e reverência, não por cumprimento de um ritual ou de um dever somente deste dia, mas lembrar que elas foram dotadas por Deus de todas as habilidades que só as mães possuem. Diferentemente do homem, as mulheres são mais emocionais do que racionais; elas têm o dom divino de serem carinhosas e pacientes, justamente por serem destinadas a cuidar de seus filhos desde antes do nascimento. Elas receberam de Deus a nobre missão de amamentar, consolar, ensinar desde os primeiros passos e acompanhar de perto cada momento e cada fase da nossa vida. Esses atributos fazem com que a mãe seja para cada ser humano a pessoa mais importante e merecedora de carinho e respeito. Deus nos ordena a honrar pai e mãe, mas não só ordena; Ele nos faz sentir pela nossa mãe um amor diferenciado, talvez por reconhecimento e retribuição até involuntária que vem naturalmente de dentro do nosso ser e ninguém pode controlar. O amor recíproco entre mães e filhos vem do coração de Deus. Faz parte do projeto do Criador na instituição da família. Mãe, mame, mãinha, mamãe, mãezinha, Nós amamos vocês!



Missionário Lutero

quinta-feira, 28 de março de 2013

MEDITANDO

MARCAS QUE NINGUÉM SUPERA

Se formos relacionar feitos de Jesus que somente ele foi capaz de realizar não saberíamos calcular quantas  folhas de papel seriam necessárias para registrar tantas maravilhas. Falamos de realizações que os discípulos ou apóstolos não foram capazes de fazer e jamais houve ou haverá quem faça.

Quarenta dias no calor do deserto sem comer e sem beber água.
Caminhar sobre as água do mar como se estivesse em terra seca.
Acalmar uma tempestade com uma palavra
Transformar água em vinho da melhor qualidade
Devolver a vida a um defunto em decomposição
Implantar a orelha de um soldado cortada à espada
Secar uma árvore apenas com palavras
Devolver a vida a uma criança que já estava sendo levada no caixão
Curar uma hemorragia crônica por um toque recebido na veste
Curar um cego de nascença usando saliva e terra
Com um só comando curar dez leprosos ao mesmo tempo
Curar um cego na entrada da cidade apenas com uma ordem verbal
Tirar da água um peixe que tinha uma moeda no estomago para pagar imposto
Saciar a fome de uma multidão com o lanche de um menino
Subir ao céu sem respeitar a lei da gravidade
Entrar em uma sala fechada sem que se lhe abrissem a porta
Encher dois barcos de peixes com um só lançamento de rede
Curar o servo de um centurião à distância.
Carregar sobre os ombros todos os pecados da humanidade, até os que ainda não foram consumados ou imaginados.
Há infinitas coisas que somente Jesus pôde fazer. A paz que ele nos dá é incomparável, ela excede, ultrapassa, supera sobrepuja, está fora do alcance de todo entendimento. O amor de Jesus jamais pôde ou poderá ser imitado. São realmente infinitos os atributos e as marcas exclusivas de Jesus. Mas há uma pessoa que superou todas as suas façanhas sobrenaturais. Essa pessoa FOI ELE MESMO! O PRÓPRIO SENHOR JESUS!
Ele se superou e surpreendeu até mesmo aqueles que viviam com ele diariamente. Ao ressuscitar dentre os mortos,  ninguém, nem mesmo os seus mais chegados receberam a notícia com naturalidade. Todos sabiam que ele ressuscitaria ao terceiro dia, mas na hora real todos ficaram atônitos. Era muito para a cabeça humana. Esse sim, foi o maior de todos os feitos de Jesus. Vencer a morte após ter derramado cada gota do seu sangue e após ficar de sexta feira até o domingo sepultado como um morto comum, abandonou para sempre a sepultura para tornar a viver e reinar eternamente. Esse foi, sem dúvida o momento mais importante da história da humanidade. A nossa vitória maior se realizou na ressurreição do Senhor Jesus, pois se ele não tivesse ressuscitado a nossa pregação e a nossa fé não teriam nenhum valor.
Toda glória e todo louvor sejam dados a ele pelos séculos dos séculos!

Missionário Lutero

sábado, 2 de março de 2013

MEDITANDO

O MUNDO ESTÁ VENCIDO

O que me leva a esta reflexão são os lamentos e os clamores de tantas pessoas que com certeza têm razões de sobra para se expressarem em relação a tanta opressão, injustiça social, econômica, desigualdade financeira, descaso por parte dos governantes, carga tributária exagerada que incide até mesmo sobre os que vivem abaixo da linha da pobreza, sendo que qualquer litro de leite ou quilo de arroz vem sobrecarregado de tributos. O que dizer daqueles problemas domésticos de falta de emprego, necessidade de um tratamento de saúde que dependa da rede pública, ou mesmo de ter que pagar um plano de saúde que só alguns conseguem. Problemas com vícios dentro de casa, dentro da família, na maioria das vezes fora do controle dos pais. Quantos vão para o trabalho a pé para sobrar o pãozinho e o café da manhã para as crianças. Não quero ser dramático e muito menos piegas. Todos sabem que esse é o retrato, não somente do nosso país, pelo contrário, há países cujos habitantes sonham em viver no Brasil, uma vez que a miséria e a mortalidade por desnutrição ainda, infelizmente fazem parte do dia-a-dia. Temos que admitir que vivemos num mundo opressor, fortemente influenciado pelo príncipe das potestades do ar, o nosso maior inimigo. Na bíblia encontramos as palavras de vida eterna. Nada nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor; Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8: 28. Sabemos que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 8: 38-39. Mas o que mais nos conforta são as palavras do Senhor Jesus em João 16: 33 Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jesus é absolutamente perfeito e onisciente. Há dois mil anos ele já nos via nesse mundo impiedoso e opressor. Ele nos ama profundamente e nos deixou essas palavras como um amigo que oferece o seu ombro abraçando cada um de nós com uma das mãos e com a outra acariciando a nossa cabeça dizendo:
_Meus filhos. Eu sei que vocês encontrarão problemas, tribulações e aflições neste mundo. Quando isso estiver acontecendo, lembrem-se de mim; do meu amor por vocês; da certeza de que tudo vai passar; ESSE MUNDO QUE OS FAZ SOFRER E VER OS VOSSOS QUERIDOS SOFRENDO SEM NADA PODERDES FAZER É UM MUNDO VENCIDO. Eu o venci pra vocês; eu sei que nem tudo será fácil, e muitas lutas serão longas. Muitas longas noites poderão ser regadas de lágrimas, mas serão passageiras. Lembrem-se sempre: O MUNDO ESTÁ VENCIDO! Aleluia! Missionário Lutero

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MEDITANDO

EM ESPIRITO E EM VERDADE – Jo. 4.23

À beira do poço de Jacó, na região de Siquem, aos pés do Monte Geresim, próximo à cidade de Samaria certa mulher indagou ao Senhor Jesus sobre o lugar ideal para se adorar a Deus. No alto do Monte Geresim havia ruinas de um velho templo, onde os samaritanos subiam para a adoração. Em Jerusalém havia o templo onde os Judeus se reuniam para adorar. Aquela mulher em pleno processo de conversão, preocupada em ser uma verdadeira adoradora pergunta a Jesus, em outras palavras, o que deveria fazer para apresentar uma adoração aceitável a Deus. Ela queria saber as formas e locais perfeitos para o culto. O questionamento foi objetivo: V. 20. Nossos pais adoravam neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. O Senhor respondeu: V. 23 A hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Jesus está ensinando que a verdadeira adoração não tem lugar nem forma pré-determinados. O Pai procura pessoas que O adorem em espirito e em verdade. Nem no monte, nem no templo, nem desta ou daquela forma. A verdadeira adoração é aquela que está ao alcance de todos. Quantos estão impedidos de se locomover até o templo? Quantos mais até o alto da montanha? Quantos são tetraplégicos e não podem andar, ficar em pé, subir ou descer? Quantos são mudos, cegos, surdos, idosos? Quantos estão com o corpo todo engessado por decorrência de um acidente, ou internados numa UTI hospitalar há dias, semanas, meses, cujo único órgão que funciona é a cabeça, o cérebro? O Pai procura entre esses também quem O adore em espirito e em verdade. Eles não podem seguir as formas. Muitos não podem cantar, bater palmas, dançar, mas todos têm espirito e podem perfeitamente louvar e adorar em espirito e em verdade, e nem por isso serão considerados pelo Pai piores adoradores. Tudo quanto pudermos fazer decentemente com o nosso corpo durante a adoração como forma de expressarmos visivelmente o verdadeiro sentimento da nossa alma é bem vindo e aceito pelo Pai. Mas o que ele requer e cobrará de todos, indistintamente é o que vem do coração, mesmo que o adorador esteja impedido de manifestar qualquer expressão visível aos olhos humanos. O verdadeiro culto é aquele que prestamos a Deus como adoração e louvor, independente até mesmo dos cânticos e das coreografias. Deus só cobrará dos seus adoradores o que vem do coração, por isso ninguém terá desculpas, pois coração só os mortos não Têm. Missionário Lutero

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MEDITANDO


A HORA
Ainda não é chegada minha hora. João 2:4.

O ministério terreno de Jesus está entre dois momentos marcados por essa palavra. Momentos antes do seu primeiro milagre ele disse à Maria: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada minha hora. João 2:4. Às vezes nós temos a tendência de reclamar do relógio, do calendário, da agenda, do cartão de ponto e de tudo quanto nos submete à hora certa pra tudo o que devemos fazer. Temos dificuldades com os horários e nem sempre chegamos na hora certa para os nossos compromissos. Até nas coisas de Deus costumamos observar mal os horários. No domingo, que é o dia do Senhor, temos o dia todo para os preparativos do culto, mas alguns sempre chegam após o inicio. Jesus, como nosso modelo, no seu ministério terreno algumas vezes se referiu à Sua hora. Não que Ele esteja como nós, sujeito ao tempo, mas na passagem acima ele deixa claro que tudo no seu ministério estava programado pelo Pai e ele sabia a hora certa para cada acontecimento. A hora chegou e ele iniciou ali a sua série de milagres. O seu ministério terreno estava começando, mas cabia a Ele cada as decisões que viriam do Alto. O seu primeiro milagre aconteceu ali mesmo naquela festa de casamento e foram três anos de ensinos, perseguições, milagres, cada fato na sua própria hora, como não poderia deixar de ser. Até que chegam os últimos momentos do seu ministério e lá no Getsêmani (Jo. 12.23) Ele declara: É chegada a hora! Devemos aprender todas as lições do nosso Mestre. Em Mt. 28.20 Ele nos ordena a ensinar a todas as nações tudo quanto nos tem ordenado. Antes de ensinar precisamos aprender. A nossa hora de aprender todo quanto Jesus nos tem ordenado já chegou e o tempo está passando. É chegada a hora de começarmos a praticar e a ensinar o que já aprendemos. É chegada a hora de desenvolvermos o nosso ministério como discípulos e testemunhas do Senhor. Jesus disse em outras palavras à mulher samaritana: “Já chegou a hora em que os adoradores do Pai o adorarão em espírito e em verdade”. Em espírito pode ser no momento da celebração, durante o culto, com cânticos e aleluias. Em verdade entendemos que seja em todos os demais momentos da nossa vida. A nossa verdadeira vida é o nosso dia a dia, hora a hora. A cada momento de vida nos é chegada a hora de servirmos e louvarmos a Deus. A hora do louvor, da adoração, da obediência, ou de qualquer outro serviço ao Senhor chegou no momento em que nos tornamos seus discípulos, e esse tempo só terminará quando chegar a hora gloriosa em que estaremos face a face com Ele no céu. Se você tem dificuldades com o relógio ou com o calendário pode dispensá-los, pois a hora de ser servo bom e fiel já chegou. Quando esse período terminar o sinal será dado Pelo Senhor e todos ouvirão claramente.
Lutero B. Pereira



sábado, 9 de fevereiro de 2013

MEDITANDO


QUE DAREI AO SENHOR?
Salmo 116.12


Esta é uma pergunta de dificil resposta. O Senhor é o Rei de todas as nações, é criador de todas as coisas no céu, na terra e nas águas. O Senhor é o dono absoluto de todo ouro, de toda prata e até da minha própria vida! Se eu disser ao Senhor que lhe dou a minha vida, ainda assim não seria coerente, pois a minha vida já lhe pertence e ele pode interrompê-la quando quiser. Então, que poderei eu dar àquele a quem tudo já pertence? Seria como uma criança que toma uma flor no jardim da sua mãe e lhe oferece como presente. É um belo gesto, mas o jardim já pertence à mãe. Ela poderia estar reservando aquela flor para oferecer a outra pessoa num momento oportuno. Esse parece ter sido o dilema do salmista. Ele, sentindo-se ameaçado pelos inimigos clamou ao Senhor e o Senhor o livrou! Estava inseguro e O Senhor firmou os seus pés. Agora sente o desejo de manifestar a sua gratidão por todos os benefícios recebidos e pergunta a si mesmo: “Que darei ao Senhor por todos esses seus benefícios para comigo”? Veja que, não encontrando nada que pudesse dar ao Senhor ele encontrou uma forma de demostrar o seu reconhecimento por todos os seus benefícios. Ele tomou uma atitude que sempre agrada o coração do Senhor: A obediência, a submissão e o envolvimento com a vontade do Senhor. Ele encontrou a resposta: Darei alegria ao Senhor. Tomarei o cálice da salvação. Ao invés de dar algo ao Senhor ele resolve tomar algo do Senhor; o cálice da salvação. Isso tem uma profundidade infinita. Tomar o cálice da salvação, todavia não significa ir à igreja no dia da Santa Ceia e participar do sacramento. O que o salmista está se propondo a fazer é dizer ao Senhor: Ó senhor; Tu tens sido infinitamente maravilhoso para comigo; Eu me sinto constrangido diante de tanta bondade e misericórdia. Eu nada mereço de ti senão ser consumido pela tua ira, mas eu quero dar pelo menos um passo no sentido de demonstrar-lhe a minha gratidão por tantos benefícios imerecidos. Senhor; eu aceito todas as tuas normas e desejo cumpri-las; Eu quero seguir todos os teus preceitos e observar todos os teus mandamentos, não me desviando de nenhum deles nem para a direita, nem para a esquerda. Nos dias de hoje, talvez o salmista falasse ao Senhor: (numa linguagem bem popular) Senhor, “eu visto a camisa” da vida cristã, aconteça comigo o que acontecer. Eu quero me envolver integralmente na tua Igreja para ser aquela luz que o Senhor deseja que eu seja. É claro, Senhor, que sou imperfeito, e até para fazer a tua vontade eu preciso da tua ajuda. Toma-me nas tuas mãos como uma ferramenta e usa-me conforme a tua vontade, pois eu reconheço todos os teus benefícios e desejo honra-los. Eis-me aqui, Senhor; usa-me para que o teu nome seja glorificado e os teus benefícios sejam conhecidos e reconhecidos por todos. Amém

Missionário Lutero

sábado, 19 de janeiro de 2013

MEDITANDO


HOJE O SENHOR ME DEU UMA PALAVRA
Esta é uma frase que ouvimos com muita frequência. É realmente muito bom contarmos com a assistência divina quando buscamos na Bíblia a palavra certa para os momentos difíceis da nossa vida ou da vida de outros a quem queremos ministrar. Devemos ter cuidado para não praticarmos a leitura seletiva da Bíblia em busca de palavras bonitas que nos trazem uma sensação de intimidade com um “deus” que tem sido posto à disposição do homem para tornar fácil, cômoda e confortável a vida cristã com pouco envolvimento e compromisso. Na Segunda Carta de Paulo a Timóteo, capítulo três, verso dezesseis e dezessete lemos:
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. Quando pensamos em dizer que “o Senhor me deu uma palavra” devemos pensar em toda a Bíblia, pois ela é a Palavra que Deus nos tem dado hoje e diariamente. Ela vai do Gênesis ao Apocalipse. Muitas pessoas costumam fazer uma leitura fragmentada da Bíblia como um garimpeiro que procura ouro ou pedras preciosas. Não que as palavras sagradas não possam se comparar com verdadeiros tesouros. Quando estamos tristes, preocupados, doentes ou enfrentamos um problema é na Palavra de Deus que encontramos a cura, o consolo e as soluções. Lembro-me de uma crise de depressão pela qual passei e só achei saída e cura na Palavra de Deus. Decorei vários salmos, como o 40 que diz: “Esperei pacientemente no Senhor e Ele ouviu quando clamei por socorro, tirou-me de um charco de lama, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos e colocou nos meus lábios um novo cântico”... Como foi confortante repetir essas palavras em oração a sós com Deus! Mas eu nunca perdi de vista o fato dessas palavras fazerem parte de um conjunto de preceitos eternos que, mais do que consolar, também é inspirado por Deus para a correção, para a repreensão, para educação na justiça de um Deus soberano, justo e fiel. Nunca busque na Bíblia apenas o que lhe falta no momento da necessidade. Ela é a nossa regra de fé e de prática e devemos busca-la como alimento diário para a nossa manutenção e crescimento espiritual. Precisamos ter coragem e disposição para encarar a Palavra de Deus ainda que nem sempre ela seja doce e macia. A vara e o cajado do Senhor devem ser benvindos quando Ele como nosso pastor achar por bem aplica-los sobre nós corretiva e repreensivamente. Se colocarmos a Palavra de Deus assim na nossa vida o Espirito Santo nos dará uma palavra certa, na hora certa, tanto para o nosso bem como para ministrarmos outras pessoas e essa palavra jamais voltará vazia. ESTA FOI A PALAVRA QUE O SENHOR ME DEU HOJE.
Missionário Lutero

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

MEDITANDO









ACABOU A FESTA

Final de ano é um momento diferente para todas as pessoas. Por mais que alguém queira ser indiferente com o natal e as festividades dessa época, ninguém escapa da movimentação do comercio, do clima festivo de todos os reflexos desse momento entre todas as classes sociais. Isso é inevitável. Desde os mais ricos até os mais desabastecidos, de alguma forma todos acabam sendo atingidos pelas tradições do natal e do final de ano em quase todo o universo. Há, sem dúvida, tristezas, decepções por parte de alguns, mas a maioria das pessoas associam esses dias com festa e alegria. A pesar de tudo, é um momento passageiro. Agora que estamos em pleno mês de janeiro a festa acabou. Tudo volta à normalidade e o que nos resta é correr atrás dos planos que comumente fazemos durante o “balanço” do fim de ano. Pegar firme na dieta pra emagrecer, quitar o restinho das dívidas, ler a bíblia toda durante o ano, que não consegui no ano passado, ganhar pelo menos uma alma para Jesus. Quantos projetos, quantas promessas feitas a si mesmo! Isso tudo é muito bom, pois sem projetos a vida para. O segredo é ter planos simples e exequíveis. Os projetos muito elaborados, muitas vezes feitos em momentos de empolgação podem nos levar ao desânimo e à decepção. Você pode pretender ler toda a bíblia durante o ano e vai lhe fazer muito bem. No entanto, pode também colocar no seu coração o aprendizado eficaz da Palavra de Deus. Será de grande proveito você conseguir entender as doutrinas que a Bíblia ensina. Comece pelas mais básicas, como fé, perdão, redenção, sacramentos, etc. Se dominarmos pelo uma dessas doutrinas até o fim ano de maneira sólida, bem firmada nas Escrituras, enquanto praticamos a leitura bíblica diária pedindo a Deus que nos fale através da Sua Santa Palavra podemos ter certeza que no próximo final de ano seremos outra pessoa. Teremos crescido no conhecimento da Palavra, preparando-nos melhor para o serviço do Senhor e estaremos adquirindo bagagem para a vida prática da fé cristã e até para o ensino. Fico preocupado com irmãos que param na frente da televisão o ano todo só para ouvir testemunhos de outros. Acessam vídeos de testemunhos na internet e ficam maravilhados com o que o Senhor tem feito, mas não têm experiências próprias para contar. Muitas vezes conversamos com irmãos que dizem: “No momento estou num ministério que não ora o Pai Nosso; outro que não batiza por aspersão, outro que não come carne de porco”. Daí a uns anos os mesmos irmãos estão em outro ministério que não ora no monte e não fala bom dia. Só cumprimentam dizendo: “A paz do Senhor”. Não queremos falar sobre costumes ou comportamentos, mas o que o servo de Deus precisa é de ter a sua própria formação doutrinária. Sua própria convicção firmada na Palavra. Aquela que se adquire orando, buscando na bíblia de forma individual, seja qual for o seu ministério ou seu líder espiritual. O crente precisa se capacitar a defender a sua crença e a sua fé com autoridade na Palavra dentro e fora da Igreja e do “ministério” no qual está servindo. Que tal fazer um projeto nesse sentido para 2013? Deus seja louvado.

Missionário Lutero

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MEDITANDO


FELIZ ANO NOVO


Nesse momento de despedida de um ano que se vai e expectativas para o novo ano a nossa mente oscila entre duas ocupações opostas e inevitáveis: As recordações e os projetos. Isso nos lembra um proverbio de autor desconhecido que diz:
“As recordações do passado rouba-nos a metade do tempo; as preocupações com o futuro leva-nos a outra parte”.
Como podemos administrar esse impasse tirando dele melhor proveito? Há uma palavra quase mágica que cabe exatamente entre essas duas situações: “ATITUDE”. Podemos sim, e devemos recordar o ano passado e tirar de todos os seus momentos lições para o presente e para o futuro.
_Onde errei? Como errei? Por que errei? Posso acertar onde errei? Posso remodelar meus comportamentos desviando-me das razões que me levaram a errar? Posso fazer diferente o que me levou aos erros? Albert Einstein diz:
“Insanidade é fazer sempre a mesma coisa esperando resultados diferentes”.
Que faremos então?
1º. Devemos dar graças a Deus por todos os momentos do ano passado; os bons e os maus, pois o apostolo Paulo diz em ITs. 5.18
“Em tudo dai graças, pois essa é a vontade de Deus e Cristo Jesus”.
2º. Procurar aprimorar os acertos e corrigir os erros buscando sabedoria em Deus.
3º. Fazer projetos simples e atingíveis que visem o nosso bem estar, o da família, o do próximo e o da Igreja.
Há uma oração citada por MICHEL QUOIST no seu livro "CONSTRUIR O HOMEM E O MUNDO", que diz assim:
“Senhor. Dá-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para mudar as que posso; sabedoria para distingui-las”.
Não precisamos sofrer pelos erros cometidos, pois ninguém é perfeito. Também não precisamos temer o futuro, pois ele pertence a Deus.
“Fazei conhecidas diante de Deus todas as vossas ansiedades (projetos), pela oração, pela súplica e com ações de graças, e a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento humano guardará, o teu coração em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Essa paz só Deus pode dar e ninguém pode tirar. FELIZ ANO NOVO.
Missionário Lutero

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MEDITANDO

NÃO HAVIA LUGAR PARA JESUS - Lc. 2.7

Meditando sobre essa afirmação de Lucas 2.7 imaginei um repórter entrevistando pessoas na rua sobre a rotina de trabalho de cada um. Abordando uma dona de casa ela declara: “O meu dia é uma verdadeira rotina; levanto cedo, preparo o café, arrumo as camas, varro a casa, faço o almoço, lavo as louças e dou uma paradinha à tarde pra ver o “VALE A PENA VER DE NOVO”. Depois tem o segundo tempo; Jantar, vejo as novelas da Globo e às dez e meia é hora de dormir, pois ninguém é de ferro.
O repórter, em seguida entrevista um estudante:_ Ah! Eu entro na aula às sete e meia, chego em casa à uma da tarde morrendo de fome. Almoço, dou uma cochilada, depois ligo o computador, faço algumas pesquisas, navego um pouco pela internet, curto os lances das redes sociais e lá pela meia noite vou dormir.
Assim o nosso entrevistador imaginário passou o dia falando com empresários, médicos, mecânicos e todo tipo de pessoas, gravando e editando suas matérias e não encontrou na vida de nenhum deles, nem mesmo na sua própria vida um lugar para Jesus. As vidas das pessoas estão super lotadas, cheias como as estalagens de Belém. Cheias de compromissos, atividades e preocupações que nada têm a ver com aquele que se comprometeu em favor de todos nós. Não há lugar para Jesus, como na Igreja de Laodicéia, onde Jesus, sendo o próprio Senhor estava do lado de fora, dizendo: “Eis que estou à porta e bato”. Não que Jesus precisasse de um lugarzinho para se abrigar. O que Jesus quis dizer àquela Igreja é que Ele estava à disposição de quem quisesse recebê-lo. Infelizmente, Jesus estar do lado de fora, não havendo lugar para ele é uma realidad e muito antiga e ao mesmo tempo atual. As pensões e as hospedarias de Belém estavam lotadas de pessoas indiferentes com a luz, como diz João, os homens evitam a luz para que suas obras não sejam manifestas. Onde há o império das trevas não há lugar para a luz. O fato de não haver lugar na hospedaria não impediu Jesus de nascer entre os homens. O fato da Igreja de Laodicéia não dar condições de Jesus estar dentro dela não o impediu de continuar à porta oferecendo a oportunidade. O fato dos homens amarem mais as trevas não impede Jesus de ser a luz do mundo. O fato de não haver lugar para Jesus nos corações de muitas pessoas hoje não o impede de ser o Senhor da Igreja e de ter os seus discípulos. O fato de Jesus ter maus discípulos, servos maus e negligentes não o impede de que eu e você o sirvamos com alegria, amor e obediência. A pergunta final é: NA SUA VIDA HÁ LUGAR PARA JESUS?

Missionário Lutero

sábado, 1 de dezembro de 2012

SERMÕES

A FÉ QUE JESUS REPREENDE – Jo. 4.46-54

 Se notarmos a ordem em que a narração bíblica se apresenta veremos que a cura do filho do oficial do rei foi o segundo sinal do seu ministério terreno, pois está logo após a transformação da água em vinho, o qual se sabe ter sido o primeiro de seus milagres.
O que nos chama a atenção na abordagem do oficial é que há maneiras diferentes de manifestar a fé, e Jesus repreende de forma dura o oficial. Veja o que Jesus diz no verso quarenta e oito: “Se não virdes os sinais e prodígios jamais crereis”! 
Como a fé daquele oficial era diferente da do centurião narrado em Mateus capítulo oito, versos oito e nove! Enquanto o oficial rogou a Jesus para que fosse à sua casa para curar o menino, o centurião não achou necessário que o Senhor fosse à sua casa, pois cria que somente por uma palavra Jesus curaria o seu servo. Lemos em Dt. 8.3, Moisés diz ao povo que o homem não viverá só de pão, mas de toda Palavra que sair da boca de Deus. Ao invés de repreender o centurião, como fizera ao oficial, Jesus o elogiou-o dizendo: Jamais vi fé como esta. O centurião cria na Palavra do Senhor. Pela Palavra o mundo fora criado. (Haja luz, e houve luz...) Gn. 1.3. Há poder na Palavra de Deus. Nem só de pão viverá o homem, mas de toda PALAVRA que sai da boca de Deus.
Quando pensamos na Palavra de Deus, imediatamente nos vem à mente o livro chamado Bíblia Sagrada. Realmente a Bíblia é a Palavra de Deus, mas a Palavra de Deus não é a Bíblia, (Jo. 21.25). Seria impossível escrever toda a Palavra de Deus, pois Ele é infinito.
A Palavra de Deus é muito mais antiga que esse Livro Sagrado que temos por regra de fé e prática, inspirado por Deus e útil para o ensino, para a repreensão e educação na justiça.
O centurião tinha noção da força da Palavra do Senhor. O evangelista João, no seu primeiro capítulo afirma que Jesus estava presente na criação do mundo, quando tudo foi criado pela Palavra.
 A fé do oficial se parece mais com alguns pregadores dos nossos dias que marcam o lugar e a hora em que Jesus estará operando milagres. Se quisermos saber como está a “agenda de Jesus” para a próxima semana, basta ligarmos a TV e em poucos minutos o Brasil todo sabe todos os “compromissos de Jesus” para os próximos dias. Quantas pessoas seguem esses anúncios e vão em multidões "tomar posse da bênção"? “Se não virdes os sinais jamais crereis”. Jesus quer que creiamos no poder Sua Palavra e na Sua onipresença. Para Ele não há distância, endereço ou horário. Nessas palavras introdutórias percebemos que existem diferentes formas  de expressarmos a nossa fé. Vamos meditar em algumas dessas formas:

1ª. FORMA – FÉ PURA E SIMPLES

Quantos exemplos há na Bíblia de fé pura e simples! Muitas pessoas procuravam a Jesus por saberem que Ele realizava maravilhas, curava toda sorte de enfermidade. A maioria dessas pessoas não pensava em ser curadas para depois seguir e servir a Jesus. Simplesmente procuravam a solução para seus sofrimentos. Isso também é comum hoje; multidões seguindo a Jesus a procura de bênçãos, milagres etc. Muitas dessas pessoas creem nos milagres e os buscam, mas não se comprometem nem se envolvem com o verdadeiro evangelho.
Em Mt. 17.11-19 encontramos o episódio em que Jesus curou dez leprosos e só um voltou para dar glória a Deus. “Cadê os outros nove”? Quem fez essa pergunta foi o próprio Senhor Jesus!


2ª. FORMA – FÉ COMO ÚLTIMO RECURSO
Quem não conhece vários casos marcados por esse tipo de fé? Quem nunca ouviu a clássica frase: “A partir de agora eu não tenho mais o que fazer com esse problema; vou entrega-lo nas mãos de Deus”. Só Ele pode dar jeito a essa situação.
Esse é um tipo de fé diferente dos ensinos de Jesus. Todas as nossas ansiedades devem ser conhecidas diante de Deus pela oração, pelas súplicas e com ação de graças, assim gozaremos da gloriosa paz que só Jesus pode dar em qualquer circunstância. Ao invés de entregarmos os nossos problemas nas mãos de Deus, devemos entregar-lhe toda a nossa vida, como um ramo plantado na videira e sendo constantemente limpo pela Palavra. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará. (Sl.37. 5) Deus não quer que lhe entreguemos os problemas, mas sim o nosso caminho, a nossa vida. A fé não deve ser o último recurso, mas o primeiro. 
Quantos casamentos vão de mal a pior, filhos mergulham nas drogas, familiares perdem a noção do respeito uns para com os outros e os problemas vão crescendo até “cair a casa”, aí é que se lembra da fé, dos irmãos, do pastor, de Deus! Jesus propõe que tomemos o seu jugo, pois o seu fardo é leve, mas isso deve acontecer constantemente e não como último recurso. A Palavra de Deus garante que o Senhor cuida de nós enquanto dormimos; que Ele é a nossa sombra à nossa direita e nunca se afasta de nós. Se Ele cuida das aves e das ervas, como não cuidará de nós? Quer ser feliz e bem aventurado? Deposite a sua fé no Senhor de forma definitiva e constante e não como último recurso.

3ª. FORMA – A FÉ SEGA
Hebreus 11.1 (BLH) define a fé assim: A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver”.  No texto que lemos, quando o oficial do rei rogou a Jesus que fosse à sua casa para curar o seu filho, Jesus o repreendeu: “Se não virdes os sinais que faço jamais crereis”? Em João 20.29 Jesus repreendeu a Tomé dizendo: “Porque me viste creste”? “Bem aventurados os que não viram e creram”. A fé que Jesus aprova é a fé no escuro, no que não podemos ver e não precisamos ver, pois basta-nos uma Palavra vinda da boca do Senhor para nos manter seguros ainda que estejamos atravessando o vale da sombra da morte. 
Relembrando o centurião, ele não achou necessária a presença corporal de Jesus na sua casa, pois uma palavra seria suficiente. Você é capaz de descansar no Senhor mesmo em momentos de incertezas e escuridão? Você que tem uma enfermidade, uma dívida, um problema familiar, um problema cuja solução você não pode ver, pois diante dos olhos humanos não existe solução; mesmo assim você consegue esperar com paciência e confiança no Senhor? Se você tiver alguma dificuldade nesse sentido, não duvide mais. A Palavra de Deus é vive e eficaz; ela nos garante que tudo o que pedirmos ao Pai com fé será feito. Creia incondicionalmente na Palavra e seja feliz e aprovado por Jesus.

Lutero B. Pereira